Maiorca além das praias: um guia do que fazer e aonde ir

Muito do turismo na Ilha de Maiorca gira em torno das praias e ponto. Faz sentido, já que cada pedacinho de areia (ou pedra) por lá é lindo em todos os sentidos. Águas transparentes, penhascos de frente para o mar e um bom clima por quase seis meses em sequência fazem com que o turista só se concentre nas praias, mas o Viagem 0800 não pôde deixar de explorar os cantos mais inóspitos dessa ilha e criou esse guia do que fazer e aonde ir em Maiorca além das praias.

Se o seu foco é fazer um pouco de tudo, no entanto, a Tati já escreveu sobre os lugares incríveis de Maiorca, sendo praia ou não.

Segure o fôlego, planeje sua viagem e conheça lugares inesquecíveis!

Maiorca sem praia

Se você é completamente avesso à paisagem de praia, isso talvez te decepcione, porque como é uma ilha, vai sempre existir uma praia por perto, ok?

Muitas das atrações de Maiorca são naturais – inclusive declaradas Patrimônio da Unesco e há também cidades e vilarejos históricos. Sem mais delongas, veja só o que eu mais sugiro.

Estalagmite de 25 metros na caverna

caverna de frente para o mar em maiorca

As Cuevas de Artá ficam na costa leste de Maiorca e é um passeio que eu indicaria fazer na ilha já na primeira visita. A entrada da caverna fica de frente pro mar. Aí já vem o seu primeiro “Uau”.

Lá dentro, nada mais nada menos do que uma estalagmite gigante – estalagmites são as que crescem de baixo pra cima – de 25 metros de altura, um friozinho agradável no verão e um show de luzes para você poder admirar a beleza da caverna ainda mais.

Caverna com música clássica

caverna das cuevas del drach

Passeio bem turístico por lá, conhecer as Cuevas del Drach é uma boa opção perto para um dia sem praia ou de chuva, mas, em épocas de muito turismo na ilha, vai ser difícil não encontrar muita gente querendo visitá-la.

Ao todo, a caverna possui cinco ambientes diferentes – as chamadas salas – e uma delas possui o teto cheio de estalactites (as que crescem de cima pra baixo).

Além disso, o charme da caverna é que ela tem uma piscina natural em direção a saída: é possível deixar o passeio de barquinho ou a pé.

Valldemossa: o vilarejo na montanha

Valldemossa é bem próxima de Palma – são cerca de 30 minutos de carro – e está situada num vale.

A paisagem da região, diversos restaurantes e lojinhas fazem do lugar ser um dos mais frequentados por turistas que passam mais do que alguns poucos dias em Palma.

Um fato interessante é que o compositor polonês Frederic Chopin passou um inverno por lá com sua esposa George Sand e o lugar onde moraram acabou virando um museu.

Ao chegar em Maiorca, Chopin se apaixonou pela ilha logo de cara.

Em uma carta enviada para casa, ele descreveu suas impressões assim: “o céu, turquesa. O mar, lápis-lazúli (uma pedra com um lindo tom de azul). Montanhas, esmeralda. E um ar como o do céu”.

Serra de Tramuntana: a Serra do Rio do Rastro espanhola

Imagine uma curva em forma de cotovelo depois da outra, tão fechadas que os motoristas de ônibus mais desavisados chegam a ter que manobrar.

Essa é a Serra de Tramuntana, mas pode chamar de Serra do Rio do Rastro espanhola.

Vale o passeio – e as curvas – pelas vistas do carro, pontos de parada com vista e pequenos vilarejos em volta.

As escadas infinitas de Pollença

escadaria do calvario em pollenca, na espanha
Olha só o tamanho da subida!

A cidade de Pollença fica ao norte de Palma e é uma boa oportunidade para você combinar uma boa paella com um passeio por um centrinho antigo cheio de cafés e restaurantes, além de poder encarar um lance de escada íngreme mas recompensador.

A atração mais bonita de lá é a escadaria do Calvário, que possui 365 degraus e leva a uma igrejinha no topo da cidade.

A vista para a cidade lá embaixo faz, finalmente, com que você entenda o motivo de ter subido até ali.

Pra quem quiser saber mais sobre o que fazer em Pollença, o Viagem 0800 conta os detalhes em um post exclusivo sobre a cidade.

Trekking no parque Mondragó

baía das praias do parque de mondragó
Ok, nem sempre você consegue escapar de uma vista pra praia, mas o trekking é pelo meio dessa mata em volta.

Nós tivemos a oportunidade de conhecer o Parque Natural Mondragó em uma tentativa meio falhada de ir à praia em outubro por lá. O dia, por azar, amanheceu nublado e nem tão quente assim. Resolvemos arriscar e tomamos um baita banho de sombra e vento.

Fazer o quê? Acontece, né.

O que eu notei chegando por lá é que muitos locais estavam com sapatos de trekking e fazendo trilhas por lá.

O lugar é paradisíaco por conta da mistura de praia e vegetação, com pinheiros bem próximos do mar. Vale uma caminhada em qualquer época do ano.

E você, já foi pra Maiorca para curtir algo além das praias? Conta pra gente!

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