Museu Vasa: conheça a história do titanic da Suécia

Navio Vasa no museu Vasa em Estocolmo na Suécia

Quem viaja a Estocolmo sempre pode pegar um dia chuvoso ou de um frio danado. Se isso acontecer e atrapalhar os seus planos de sair explorando a cidade do lado de fora, o Museu Vasa é uma boa opção para se entreter por muitas horas.

Na verdade, o passeio não é somente uma boa opção para você que está procurando o que fazer em Estocolmo com chuva, mas para qualquer um que passe por lá.

Entrada do Museu Vasa, em Estocolmo
Entrada do Museu Vasa, em Estocolmo

O museu Vasa conta a história do navio de mesmo nome que afundou logo depois de partir para o mar Báltico. Foi basicamente o precursor do Titanic, mas sem iceberg dessa vez.

A história do Vasa seria cômica, se não fosse trágica. Basicamente, o navio que você vê no museu foi construído para ser um dos maiores veleiros da frota sueca, em ascensão no cenário das navegações europeias lá nos idos de 1628 e deveria sair em uma expedição pelo mar báltico.

Poucos metros depois de partir, porém, bastou dois sopros de vento pra que tudo fosse, literalmente, por água abaixo.

A sorte, se é que podemos considerar algum acontecimento de sorte nessa história toda, era que por conta da proximidade com a costa, muitas pessoas se salvaram. Das 150 pessoas a bordo, 30 acabaram morrendo e o resto sobreviveu.

Foto baía de estocolmo com a bandeira sueca em primeiro plano e a cidade em segundo plano
O Vasa afundou na baía de Estocolmo

O fiasco homérico irritou o rei Gustav e a corte sueca resolveu fazer uma sindicância pra averiguar o acontecido e, quem sabe, arrumar alguma cabeça pra decepar, coisa tão comum nessas épocas, né?

No final das contas tudo saiu como uma boa cpi brasileira e só não acabou em pizza porque lá a iguaria gastronômica que bomba são almôndegas.

Os documentos da sindicância que tentou esclarecer o naufrágio

Hoje, acredita-se que o barco tenha sido mal construído e mal navegado. Explico: segundo especialistas, o veleiro deveria ser mais largo na parte que fica imersa, para evitar que o balancê do mar conseguisse virar o barco.

O erro da navegação ocorreu porque quando o veleiro balançou pela segunda vez, muita água acabou entrando pelas janelas dos canhões. Se tivessem fechadas, isso provavelmente teria evitado a tragédia.

O navio ficou submerso durante mais de 300 anos e acabou sendo trazido à superfície depois de muitas tentativas e muito esforço.

O que impressiona ao visitar o museu é você dar de cara com um navio gigantesco intacto, pronto pra ser navegado. Muitos especialistas estão envolvidos na manutenção e recuperação do Vasa, garantindo que cada detalhe é preservado ou reconstruído. O museu, aliás, é um lugar frio.

Para garantir que o navio não seja danificado, existe todo um sistema para garantir sua preservação. Todo o museu é mantido a uma temperatura de 18,5°C (por isso é bom ter um casaco com você). Além disso, há várias portas que separam o navio do clima do lado de fora.

Mas quando e como encontraram o navio?

Bom, como afundou bem próximo da costa, haviam muitas testemunhas e os próprios sobreviventes para palpitar na localização exata do Vasa.

Após algumas tentativas frustradas, o pessoal da época resolveu fazer algumas expedições para tentar recuperar ao menos o armamento do navio, como os canhões. Eles foram recuperados, mas por falta de cuidado ou tecnologia na época, algumas partes dos pisos do navio acabaram sendo danificados.

Canhão do Navio Vasa
Os canhões do navio Vasa nem chegaram a ser usados

Foi somente nos anos 50 que um estudioso conseguiu permissão para caçar o Vasa novamente e, com um pequeno banquinho e uma engenhoca moderna pra época, conseguiu pescar um mini pedaço de madeira que provava que o Vasa tinha sido encontrado.

O desafio, agora, era levantar essa construção gigante do fundo do mar e trazer à superfície.

Eventualmente, fazendo uso de uma tecnologia avançada para erguer o veleiro e, drenar a água das partes internas mais perto do nível da água, os suecos conseguiram deixar o Vasa sobre as águas 333 anos depois de seu naufrágio.

Uma equipe de cientistas suecos é especializada em reconstituir a identidade da tripulação

O museu é interessante para todas as idades (crianças e adultos se impressionam ao entrar e dar de cara com um navio gigantesco).

Existe um filme de 15 minutos que é mostrado em um mini-cinema lá dentro e explica muito da história toda e tenta reconstruir as cenas de 1628. O filme e áudio guias estão disponíveis em várias línguas, como inglês e espanhol.

O guia em áudio, aliás, pode ser acompanhado do próprio celular ao se conectar no Wi-Fi do museu.

Para você aproveitar melhor a visita, o museu oferece um guarda-volumes onde você pode deixar sua mochila e casacos pesados (já que a probabilidade de não estar frio em Estocolmo é sempre baixa né), além de malas grandes também.

Quanto custa?

Os ingressos custam cerca de 130 coroas suecas para adultos e 110 para estudantes (algo em torno de 13 e 11 Euros, respectivamente). Antes de ir, no entanto, vale a pena conferir informações atualizadas e o preço no site deles.

Onde fica?

O Vasa está localizado na ilha de Djurgården, que era utilizado como local de caça da realeza nos tempos mais antigos. Mas não se preocupe, a palavra ilha não é sinônimo de grandes distâncias em Estocolmo, já que a cidade é um amontoado de ilhas bem conectadas por pontes.

Endereço: Galärvarvsvägen 14

Como chegar?

A pé: da estação Central (30 minutos)
De bondinho elétrico: pega o tram número 7 e desça na Nordiska museet/Vasamuseet.
De ônibus: pegar o ônibus 69 e parar na Djurgårdsbron ou o 67, parando na Nordiska museet/Vasamuseet.

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